Arquivo | dezembro, 2008

Decretado estado de emergência em 6 municípios no Rio

Postado em 20 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

A Coordenação da Defesa Civil do Rio de Janeiro decretou hoje situação de emergência em cinco municípios das regiões norte e noroeste do Estado. Aperibé, Cardoso Moreira, Italva, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna e Laje do Muriaé. Os rios Muriaé, Pombas, Carangola e Paraíba do Sul, que cortam essas cidades, estão com as águas muito acima do normal.

Em Itaperuna, a água ocupa toda a cidade. Na cidade os moradores só conseguem passar de um lado para o outro usando caminhões da prefeitura. O hospital da cidade,São José do Avahy, que serve como referência para toda a região Noroeste do estado do Rio, mesmo debaixo da água não parou de funcionar. Doentes chegam e saem de barco puxado pelos bombeiros. A Marinha já anunciou que vai mandar para a região mais três helicópteros, três carros anfíbios e dez lanchas. Segundo o governo do estado, a maior dificuldade é chegar aos moradores que estão em regiões isoladas.

Segundo balanço da Defesa Civil, 30.036 pessoas estão desalojadas e outras 2.155 desabrigadas. Outras cidades onde moradores tiveram que deixar suas casas foram: Natividade, Itaocara, Bom Jesus de Itabapoana, Porciúncula, Campos dos Goytacazes e Cambuci.

A Defesa Civil informou que não há previsão de chuva nas próximas horas nas regiões norte e noroeste. No entanto, as regiões Serrana e sul do Estado enfrentarão chuvas fortes e a orientação é para que os moradores evitem as áreas de encosta. A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) ressalta que as chuvas dos últimos dias já afetaram mais de 59.772 mil pessoas em todo Estado.

Fonte: G1

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Enchente em Itaperuna – 2008 – 2

Postado em 19 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

A Esperança está agora em não voltar a chover, pois as águas começam a baixar.

Relatório da Madrugada:

São 3:30 do dia 20 e as águas desceram uns 15cm, mas expectativas temerosas continuam com a possibilidade de chuva nos próximos dias.
O Governador do Estado Sérgio Cabral Filho visitará Itaperuna neste sábado.

Nossos agradecimentos a Marci Tinoco, Márcia Machado, Damaris Espoti e aos blogs: Blog Guilherme Fonseca Cardoso (http://guilhermefonseca.wordpress.com/ ) e
Itaperuna Blog(http://itaperuna.blogspot.com/ ) de Adriano Barros pela colaboração.

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SE O RIO MURIAÉ FALASSE – - – - – - – - Laercio Andrade de Souza

Postado em 19 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

Às Margens do Muriaé – fundo do quintal – onde plantou flores.

SE O RIO MURIAÉ FALASSE
Laercio Andrade de Souza
Anteontem, fui estuprado em meu leito por mais um caminhão de entulho, e meus “defensores” nada fizeram!…

Ontem fui agredido com muitos cestos de lixo.

Hoje roubaram mais areia, fruto de meu paciente trabalho de longos anos…

Envenenaram recentemente meu corpo, poluindo todo o meu ser com mercúrio de uma aurífera e perdulária ganância!

Encontrei, temporariamente, um defensor que os homens chamam de Ministério público, que evitou minha liquidação rápida e de meu amigo Itabapoana, expulsando garimpeiros violadores.

Traficaram com as terras de minha margem!

Isso tudo, sem falar no quase centenário despejo de dejetos (esgotos, lamas, subprodutos de indústrias, pústulas de hospitais e animais putrefatos), que suporto em nome do “progresso” das cidades que banho. Uma (Muriaé) tem até meu nome; outra (Laje do Muriaé) me imita.

Muros, pontes e construções me desafiam cotidianamente.

‘As vezes penso porque fazem isso comigo, se trago VIDA, ofertando água de meu corpo e alimentação para muita gente ingrata (maus pescadores!) que matam meus amigos peixinhos com bombas e arapucas infernais.

Até gases já usam!…

Que seriam desses “caras” sem mim? Será que não manjam isso? Ou é a suprema ignorância dos ignorantes?…

Quando alio-me às chuvas e me revolto em forma de enchentes, vejo assacadas contra mim toda espécie de calúnias, injúrias e difamações possíveis.

Sirvo, nessas épocas, de bode expiatório para gastarem mais verbas públicas nas “calamidades” com “minha agressão”, quando o objetivo é apenas limpar meu leito.

Sou obrigado a ouvir besteiras como:

“É preciso fazer um dique neste rio!”

“É necessário diminuir-lhe o leito e murar-lhe as margens!”

“Por que não rebaixam esse rio para mais facilmente ser dominado?”

“Tirem-lhe as ilhas!…”

Tudo isso para uma solução tão fácil: bastaria o respeito mútuo. Eu correria pelos caminhos que a natureza me deu ofertando tudo que tenho, sem nada pedir de volta.

Já repararam que caminho sempre em frente ?

(Interessante)! Sujam-me as águas e depois gastam grandes somas de dinheiro para depurá-las.
Não me dão direito nem ‘a legítima defesa da VIDA! Quero um júri verdadeiramente popular!

Pessoas, presumivelmente cultas, me enaltecem de manhã e me violam à noite.

Dupla personalidade humana!

Grossa hipocrisia tenho que assistir!…

Até o chamado poder público cria “amigos” para mim com nomes esquisitos de “CECA”, “SERLA”, DE “FEEMA” etc. para me “proteger”, mas pouco fazem por mim.

Crio até problema jurídico. Até hoje não sei se sou Federal, Estadual ou Municipal. Cada órgão me rejeita à medida que protesto e peço proteção.

Por tudo isso não queria ser “inanimado”, como dizem os homens que me circundam!…

Tenho mais vida e mais inteligência e sou mais compreensivo com eles do que eles comigo e com suas próximas gerações.

Corro para o mar, que é grande! As pessoas fazem coisas pequenas!…

Estou certo de que para mim só me restam poucos anos de vida…

Morrer a cada minuto, a cada hora, a cada dia, a cada mês, a cada ano, é o meu derradeiro destino, definhando o meu corpo pela “AIDS” que o “progresso” da cidade me transmitiu, enfraquecendo progressivamente meu corpo e minha alma. Só que minha morte “provocada” trará outras mortes: a dos peixinhos que tanto amo; das flores deslumbrantes que rego; da relva que me acolhe e me conforta; dos pássaros que saciam sua sede em minha águas!…

Minha suprema vingança será no dia em que eu faltar. Então, sedentos, muito “seres animados” pouco durarão.

Mas restará, certamente, minha amiga chuva (mesmo um pouco ácida!), para escrever o meu epitáfio no cemitério pedregoso e fétido, povoado de outras aves de rapina:
“DEU VIDA A QUEM SO´ TRABALHOU PELA SUA MORTE”.

(Homenagem crítica de um itaperunense ao meio ambiente, aos rios brasileiros, e, em particular, ao rio Muriaé que banha Itaperuna-RJ).

Itaperuna, fevereiro, 1988.

“O autor é advogado e professor em Itaperuna”
“Membro da Academia Itaperunense de Letras”

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Enchente em Laje do Muriaé – RJ – 2008

Postado em 19 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

Fotos extraídas dos álbuns de Tamiris e Tataia no Orkut. Muito Obrigado!

Algumas dessas casas já estão sob a água,
pois foram fotografadas quando começou a enchente.

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Enchente em Itaperuna – 2008

Postado em 18 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

Acordei pensando que daria uma volta pela cidade para fazer um levantamento de como estava nossa situação em relação à enchente, mas logo vi que não iria muito longe. De um lado estava alagado e do outro também e estávamos bem no meio. Só não estávamos ilhados, porque logo à nossa frente tem um morro, mas mesmo assim seria muito difícil ir até os outros bairros.
Ouvíamos notícias de toda sorte. Que a água continuaria a subir e que não precisava ficar preocupado, pois minha casa que apesar de ficar logo às margens do rio nunca havia entrado água nas enchentes anteriores. Porém não conseguia me acalmar de todo, pois estava acompanhando a previsão do tempo que dizia que ainda choveria até o dia 19. E se o tempo mudasse e continuasse chovendo? A água continua subindo…
Já está bem próxima do meu assoalho. Acho melhor levantar algumas coisas…
Depois darei mais informações, mesmo que seja só desta rua.

Relatório de 2:45 da madrugada:

A água ainda não entrou na minha casa, mas na rua já está com o nível superior ao assoalho da casa. Tive que fazer barricadas com sacos de areia, pois já estava entrando pela porta da copa que dá acesso pela garagem.
Apesar da tensão do dia inteiro, enquanto o nível do rio não parava de subir e a chuva não dava trégua. Um alívio surge na madrugada, não chove e o rio está aparentemente estabilizado faltando um dedo para entrar na lavanderia que é o cômodo mais baixo da casa.
Pela previsão do tempo, hoje dia 19 será com sol durante o dia, à tarde, noite e nos próximos dias volta a chover.
Em outros bairros a situação está bem pior que a minha e meus vizinhos também. Havendo desmoronamentos em certos lugares e este alagamento está maior que os outros já ocorridos na cidade e pela previsão do tempo pode piorar.
Vou fazer mais uma vistoria nas águas.
Mais tarde postarei fotos de outros bairros e de outras cidades.

Bruna Iack e Angela Raeli muito obrigado pelas fotos.
Agradecemos também ao Guilherme Fonseca Cardoso
http://guilhermefonseca.wordpress.com/

Agradecemos antecipadamente a quem nos mandar fotos.
Podem enviar para outrarevista@hotmail.com
ou mandar o link de seu orkut com fotos liberadas para dowload.

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Cantata de Natal na Primeira Igreja Batista

Postado em 18 dezembro 2008 por Beth

A Primeira Igreja Batista de Itaperuna convida para a Cantata de Natal: “Encontro na Manjedoura”, musical infantil que ensina a respeito dos presentes dos sábios reis.
Próximo dia 21/ 12/ 2008 às 20 horas.
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Um Computador por Aluno (UCA)

Postado em 17 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

MEC fecha pregão de laptops para escolas por R$ 553 cada

Modelo fabricado pela Encore foi o escolhido em pregão.
(Foto: Divulgação)

Máquinas serão destinadas ao projeto Um Computador por Aluno.Compra de 150 mil equipamentos do modelo Encore ainda é preliminar.

O pregão eletrônico para a compra de 150 mil notebooks populares, que serão distribuídos em 300 escolas do ensino público, encerrou nesta quarta-feira (17) com cada máquina a R$ 553.

O modelo escolhido no processo de seleção do Ministério da Educação (MEC) foi o Mobilis, da indiana Encore, oferecido no pregão pela Comsat. Procurada pelo G1, a empresa de São Paulo não quis comentar o resultado, dizendo que “as negociações ainda estão em trâmite”.

O resultado ainda é preliminar: na segunda-feira (22) será realizada a fase de aderência, quando será verificado se o equipamento atende às especificações exigidas no edital. Passada essa fase, será aberto o prazo de recurso e, depois disso, a empresa será chamada para firmar contrato.

O objetivo é distribuir os computadores, parte do projeto Um Computador por Aluno (UCA), ainda em 2009. O projeto piloto está sendo realizado em escolas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Configuração

As especificações técnicas do edital determinam que o notebook tenha, no mínimo, 512 MB de memória RAM, tela LCD a partir de sete polegadas, duas portas USB, memória flash com pelo menos 1 GB (livre, depois da instalação do sistema operacional e todos seus aplicativos), teclado protegido contra derramamento de líquidos, tecnologia de acesso sem fio à internet, certificação da Anatel, câmera de vídeo integrada e peso máximo de 1,5 kg já com a bateria instalada.

Além disso, o sistema operacional da máquina deve ser baseado em software livre e de código aberto, em português e possuir “interface gráfica e amigável”. As mesmas exigências valem para os softwares de aplicativos já instalados, que devem ter as funções de processador de texto (como o Word), planilha eletrônica, edição e visualização de imagens e navegação na web. O prazo de garantia, tanto de hardware quanto para software, deve ser de doze meses.

Maiores informações no site:
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL926879-6174,00.html

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O caminho de casa

Postado em 17 dezembro 2008 por Beth

Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo.

O caminho de casa

Em curtos espaços, estes pés desenham um caminho seguindo entre ruas e avenidas. Observam fortes indícios da civilização nos montes de carros, e cheiros escassos do perfume sem dono esquecido na atmosfera tão enormemente pequena entre eu, você, e esse perfume barato esquecido numa esquina do universo. Ou nessa esquina de um universo, como queira. Faz tempo e percebi seu jeito inconteste de me reivindicar deixando vestígios onde pensa que minha imaginação possa pensar você. E sempre sabe. Os lugares certos de me encontrar, você descobriu meus sinais antes do meu franzir de testas te afirmar minha entrega a esse seu, confesso, extremo dom de iludir, como diria Caetano.
Sei disso, sei disso, nada é exatamente aquilo que pretende aparentar, e a gente ensaia as milhões de mortes que antecedem a nossa num desespero inocente de preparo pr’esse inescapável fim-das-coisas. Onde somos finitos pedaços da infinita parte eterna dessa chamada – você dizia, eu me lembro bem – corrente do bem. A gente bebe umas doses e vai esquecendo do doer constante que é estar vivo pra morrer. Crescer pelo outro lado – o de dentro, lembra? – fazendo a nossa parte mudar no outro o nosso erro, e porque não nosso acerto, e assim sucessivamente até o dia em que seremos nada mais que uma grandessíssima redoma em ciclo como os símbolos de reutilizável nas campanhas de reciclagem. É isso: a vida é reciclável! Daria um bom slogan nisso que nomeamos para uso pessoal de “estar-no-mundo”.
Brincava pelo caminho de casa dizendo coisas tão profundas que até então não havia descoberto pelo meu jeito distante de existir e me encantava com a propriedade de quem falava do que era grande e pequeno nesse universo tratando-os com a mesma importância e seriedade. Ela traz uma taça e te oferece o vinho mais vermelho que sangue pra brindar a forte presença que está no lugar onde não se queria estar. Estamos. Ah! pequeno grande coração… como eu queria que você não se ofendesse com essas palavras teimando em dizer o que não se deve racionalizar. Elas nos ultrajam, você não acha? Quisera eu ter os mil anos depois da vida em que te conheci e não pensar. Não pensar nas horas que depois se sucederiam, nesse correr louco dos minutos ansiando o fim do que a gente não sabe o que é, nem a que se destina mas fica por aí onde nos foi ensinado estar. As amenidades que dizíamos nos ajudaram a colocar as idéias em ordem dentro do baú que guardamos os brinquedos que outrora foi nossa infância mais vivida.
E eu não estou condicionado, o vidro embaça por onde sopram alguns bocejos do que podemos tirar que a ação-reação é uma assertiva válida e portanto nada está por que está, mas por que foi iniciado de algum modo, você me entende? Acho que não, é complicado mesmo filosofar sem entender um alemão básico pra legitimar essas teorias sem fim. Aprendo naquilo que vivo e vivo do que aprendido está. Vê como são voltas e mais voltas em círculo sobre um mesmo terminar inesgotável? A fonte não seca, pequeno grande coração, ela molha repetidamente os mesmos lugares sem nunca conseguir definir o que quer possuir. Mas deixa estar, deixa estar que eu já já me levanto e a gente pode voltar pr`um lugar comum onde nos identifiquemos pertencidos. Até pensar estarmos imunes de qualquer coisa que tenha posto nossas asas pra se abrir no abismo em que se jogam as coisas terminadas. A casa sempre ignora o caminho mas a gente quando chega na porta e une forças pra bater e ser atendido, busca um abrigo que nos permita limpar os pés tão pesados do caminhar.
Os pés não pensariam cansar tanto no carregar das nossas horas, mas estávamos lá… eu, você e esse perfume barato esquecido numa esquina do universo. Ou nessa esquina de um universo, como queira.

Renato Gama de Lima.

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O Quebra Nozes – Prólogo e I Ato – SESI Itaperuna

Postado em 16 dezembro 2008 por Marco Antonio Mattos Rezende

O Quebra Nozes

Ballet com prólogo e 2 atos
Música de Tchaikovscky

Concepção e Coreografia: Olga Acosta e Cecília Janotti
Figurinos: Brenda Tostes – Senai Moda
Confecção Figurinos: Andréa Giarola
Cenários: Ateliê Wanderley Machado
Iluminação: Leandro Leonardo
Sonorização: Joelson Martins
Montagem: Roberto Junior
Direção Geral: Olga Acosta – Produtora de Eventos SESI

Elenco:

Composto por 80 alunos do Ballet SESI,
entre eles, 12 são alunas do Projeto Social
“Ballet para o Lar”.

Participaram também Luiz Otávio Santiago Tavares
e Tarcísio Viana Martins, alunos convidados da
Academia Lê Bac Fin (Santo Antônio de Pádua)
e com participação especial dos bailarinos
profissionais Thaís Botelho Sampaio
e Ivan Utra, ex-integrante do Ballet Nacional de Cuba.

O Segundo Ato será postado em breve.

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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Postado em 15 dezembro 2008 por Beth

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.

Luís de Camões
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