Arquivo | janeiro, 2009

O Pulso – Maurício Ricardo

Postado em 22 janeiro 2009 por Marco Antonio Mattos Rezende

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Caldeirão de Idéias é eleito o melhor blog do Brasil na Categoria Corporativo 2008

Postado em 22 janeiro 2009 por Beth

O blog Caldeirão de Idéias, desenvolvido pela equipe do NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) de Itaperuna, foi eleito por votação popular o Melhor Blog do Brasil na Categoria Corporativo 2008. “Esse prêmio vem coroar um trabalho de três anos, no qual tentamos levar aos nossos leitores textos que promovam a reflexão ou o debate sobre a educação e tecnologia”, destaca o professor Robson Freire, coordenador do blog.
O Caldeirão de Idéias aborda os mais diversos temas, sempre tentando levar a tecnologia para sala de aula, mas de uma forma diferente, como um novo jeito de ensinar. “O blog é um espaço de mediação, de construção, não só para os professores, mas também onde os alunos participam e ajudam nesse processo de construção”, destaca Robson.
O órgão responsável pelos NTEs é a Coordenação de Tecnologia Educacional (CdTE), sob a coordenação de Iolanda Franco, vinculada à Superintendência Pedagógica (SUPED), que por sua vez é ligada à Subsecretaria de Gestão da Rede e de Ensino (SUGEN), da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
O NTE de Itaperuna desenvolve diversos projetos para capacitação de professores e alunos. Entre eles estão o “NTE para Baixinhos”, que leva as crianças a terem o primeiro contato com a tecnologia, e o “NTE na Praça”, que consiste em levar para uma praça pública o trabalho do NTE, mostrando como funciona um software educacional, um software livre etc.
O NTE de Itaperuna fica no Colégio Estadual 10 de Maio. “A diretora Maria Inês é nossa parceira de projetos de longa data”, conclui Robson.
Para acessar o blog Caldeirão de Idéias e conhecer melhor o projeto clique no link abaixo:http://nteitaperuna.blogspot.com/

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Paz de Conta

Postado em 22 janeiro 2009 por Beth

Introdução: Não sou Judeu, sou Brasileiro, Cristão Católico e em tudo que ouço e vejo, mantenho a minha posição de que ninguém me faz eu mesmo me construo.Imagina que você e sua família, composta de 7 pessoas, recebessem num determinado tempo, 14,5 KM²Do qual mais de 80% ou 12 KM² seriam constituídos de terreno árido e inóspito. Imagina você tendo apenas 2,5 KM² de terra para produzir.Imagina, que um seu vizinho, que até então vivia em PAZ com você, também recebesse algo parecido com o que você recebeu.Esse vizinho com seus 13 familiares recebeu 11 KM² de terras próprias para serem habitadas e para produção.Bom…a partir dai, você a quem coube quase nada produtivo, transformou aquele presente de grego numa “fazenda” operacionalmente eficaz em todos os aspectos, gerando benefícios para os seus e muitos, inclusive “muitos” distantes.Enquanto isso, aquele seu vizinho, sectário de uma seita antagônica a sua crença, ao invés de cuidar do que lhe pertencia, deixa que suas terras tornem-se o retrato da miséria, pobreza e subdesenvolvimento econômico, apesar de toda a ajuda que nunca lhe foi negada pelos seus pares. De uma hora para outra esse vizinho resolve lançar os olhos sobre o que é seu.Mais do que isso, decide que ali você não pode ficar e que vai jogá-lo…digamos assim “ao mar”.Imagina…O que você faria?O que eu Faria?Para mim, é difícil suportar o vômito daqueles que só encontram razão no absurdo. Talvez isso se explique pelo estranho comportamento de suportarmos a mentira como artifício e não a verdade como realidade dos fatos.Eu fico com a história.Esse “um” pode tudo e os infiéis que se lasquem, revela uma hipocrisia, essa sim desproporcional, que isso sim, não mantém a PAZ em qualquer lugar do mundo.É lamentável a distorção intencional da história, que se faz com fatos e documentos, segundo Gothe.Já passou da hora de se dizer e mostrar para os inocentes úteis o que está além daquilo que só a paixão determina.Está na hora, de você, em qualquer lugar desse mundo, tal como eu aqui em Praia Grande-SP, assumir a sua porção Judia e dizer sem medo para quem quiser ouvir:“Deixem Israel em Paz, e vivam também em Paz.”Se você não fizer assim, então a paz que você prega é uma “paz de conta”.E quem paga o preço dessa conta? Todos aqueles que precisam viver em paz, para construir o futuro da humanidade.Tanto o meu filho na ilusória segurança da minha casa, quanto uma criança em gaza.
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Celso Corrêa de Freitas.
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Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1393364
CELSO CORRÊA DE FREITAS nasceu em Itaperuna (RJ) em 1954. É poeta, já com alguns títulos publicados; colabora na imprensa da cidade de Praia Grande que o adotou.
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Comentário (1)

Campus Party: Uma porta para o conhecimento digital

Postado em 22 janeiro 2009 por Beth


Esta semana, 19 a 25 de janeiro de 2009, mais uma vez a cidade de São Paulo recebe milhares de internautas do Brasil e do mundo para participar da Campus Party, maior encontro mundial integrando tecnologia, conteúdos digitais e entretenimento em rede.
O evento realizado desde 1997 na Espanha reúne durante sete dias milhares de participantes com seus próprios computadores procedentes de diversos países, com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo tipo de atividades relacionadas à tecnologia, à cultura digital e ao entretenimento em rede.
Fique por dentro de tudo o que acontece no mega evento através do site: http://www.campus-party.com.br/ e faça parte desta festa também!!!
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Outra Revista
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Reflexão Homem-Aranha 2

Postado em 20 janeiro 2009 por Marco Antonio Mattos Rezende

Se não tenho o que quero ter, o quê tenho que fazer?
Peter Parker – Homem-Aranha 2

Um bom questionamento a ser feito por cada um de nós.
Ele chegou a uma conclusão e a disse no final do filme.
Você concorda com ele ou tem sua própria alternativa?
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Reformas nos Cieps

Postado em 20 janeiro 2009 por Beth

Ciep 263 Lina Bo Bardi/Itaperuna/ RJ
Depois de mais de duas décadas, os Cieps passam por obras de reforma.

Os 316 Cieps da rede estadual serão reformados. Tudo para dar fim a uma freqüente reclamação dos professores: o excesso de barulho, já que as paredes de todas as unidades não vão até o teto. Nas obras será utilizado gesso acartonado nas paredes, material que, segundo o Superintendente de Programas e Projetos Especiais, Sérgio Mascondes, possui melhor isolamento térmico e acústico.

- As salas também vão receber ar-condicionado ao longo desse ano, mas colocaremos básculas nas paredes para permitir a ventilação, caso o professor não queira utilizá-lo.

Mas as intervenções irão além. Depois de duas décadas sem receber obras, a previsão é que até o mês de maio, todos os Cieps tenham portas adaptadas para portadores de deficiência e os sistemas de impermeabilização e elétricos sejam revisados.

A reforma foi aprovada pelo escritório do arquiteto Oscar Niemayer e custará, em média, R$ 170 mil por unidade. O projeto é o mesmo para todas os Cieps, já que eles seguem um padrão. A licitação será dividida em 40 lotes, mas cada empresa só pode ser contratada para dois.

O diretor do CIEP 200 Recanto dos Colibris (Nova Iguaçu), professor Terli Fioravante da Rocha, já havia se antecipado à obra. Ele, por conta própria, fechou as paredes com lambris de PVC, para diminuir o barulho.

- Os professores reclamavam do som externo, às vezes dava para escutar a aula da sala ao lado.

As obras começam em fevereiro e irão acontecer no contraturno das aulas e durante os fins de semana, para não prejudicar as atividades.

16/01/2009

Fonte:http://www.educacao.rj.gov.br/
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Rio de Janeiro contra a Dengue

Postado em 20 janeiro 2009 por Beth


Leitor sua participação é fundamental! É por meio da informação que levarão os cuidados relativos à dengue para dentro de casa. Orientar também a comunidade para o combate à doença que já ameaça a saúde pública mundial é uma ótima maneira de multiplicar conhecimento, exercer cidadania e salvar vidas.
Acesse o site:http://www.riocontradengue.com.br e saiba tudo sobre a Dengue.
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Reforma Ortográfica :"Como será daqui pra frente?”

Postado em 19 janeiro 2009 por Beth

“ Estive vendo as novas regras da ortografia. Na verdade, já tinha esbarrado com elas trilhares de vezes, mas apenas hoje que as danadas receberam uma educada atenção de minha parte. Devo confessar que não foi uma ação espontânea. Que eu me lembre, desde o ano retrasado que uma amiga me enche o saco para escrever a respeito. O faço com a esperança de que diminua o volume de e-mails e torpedos que ela me envia. Em suma, que as novas regras ortográficas a mantenham sossegada por um bom tempo. Cai o trema! Aliás, não cai… Dá uma tombadinha. Linguiça e pinguim ficam feios sem ele mas quantas pessoas conhecemos que utilizavam o trema a que eles tinham direito? Essa espécie de “enfeiação” já vinha sendo adotada por 98% da população brasileira. Resumindo, continua tudo como está. Alfabeto com 26 letras?O K e o W são moleza para qualquer internauta, que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa. A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se comum com os animes japoneses, que tem a maioria de seus personagens e termos começando com y. Esta regra tiramos de letra. O hífen é outro que tomba mas não cai. Aquele tracinho no meio das vogais, provocando um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora convivem harmoniosamente na mesma palavra.Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola, auto-ajuda adotou autoajuda. Agora, pasmem! O que era impossível tornou-se realidade. Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura viraram amantes, mais inseparáveis que nunca.Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura. Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los? Epa! E estraga-prazer, como fica? Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet.Huuummm… Achei!Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas, cada uma com suas próprias obrigações.Explicam que a sociedade entre elas não passa de uma simples parceria. Nem quiseram se prolongar no assunto. Para deixar isso bem claro, vão manter o traço. Na contra-mão, chega um paraquedista trazendo um paralama, um parachoque e um parabrisa – todos sem tracinho. Joguei tudo no porta-malas pra vender no ferro-velho. O paraquedista com cara de pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando o banhei com água-de-colônia numa banheira de hidromassagem.Então os nomes compostos não usam mais hífen? Não é bem assim. Os passarinhos continuam com seus nomes: bem-te-vi, beija-flor. As flores também permanecem como estão: mal-me-quer. Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a retirar o tracinho e a delicada erva-doce nem está sabendo do que acontece no mundo do idioma português e vai continuar adotando o tracinho. As cores apelaram com um papo estranho sobre estarem sofrendo discriminações sexuais e conseguiram na justiça, o direito de gozarem com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque, vermelho-acobreado, lilás-médio… As donas de casa quando souberam da vitória da comunidade GLS, criaram redes de novenas funcionando por 24hs, para que a feira não se unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite:- Deixe o traço!Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais, mantiveram o hífen.Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas:médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar. Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo trauma de ler muitas pérolas do Enem e Vestibular. Só por precaução… Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança. No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome (Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo, há um monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa!Acho que algumas regras pra este tracinho, até que simpático, foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação nas novas regras? O R no início das palavras vira RR na boca do carioca. Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara), pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate).Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio, rrebola e não rebola. Pois bem, numa das tombada do hífen, o R dobra e deixa algumas palavras com jeito carioca de ser: autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrardesta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai… Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista.Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas. O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo com o pós-parto de uma camela pré-histórica que ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles. Já o pró – um chato por natureza, foi completamente ignorado. Só assim manteve o tracinho: pró-labore, pró-desmatamento.A vogal e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro: anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou começando a achar que as vogais são semi-hostis com as consoantes… O interessante é que as vogais quando estão próximas umas das outras, não tem essa de arquiinimigas. Fizeram lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram?Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas: microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar… Uma inovação interessante: – Podem esquecer o mixto , ele foi sumariamente despedido. Puseram o misto no lugar dele.Fiquei bolada com essa exceção: o prefixo co não usa mais hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e coordenado, que sempre estiveram juntas.Não estou me lembrando no momento, de nenhuma palavra que use co com tracinho.Será que sempre escrevi errado? Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo.Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia. O acento do créu continua porque tem o U logo depois. Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa… Resta o consolo em saber que continuamos vivendo tendo um belíssimo céu como chapéu.”

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Crônica: “Como será daqui pra frente?” De: Elida Kronig

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‘Você tem experiência’?

Postado em 18 janeiro 2009 por Beth

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:’Qual sua experiência?’. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência…experiência…
Será que ser ‘plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? ‘Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?’
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Em um processo de seleção os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: ‘Você tem experiência’? A redação acima foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
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Texto enviado pela professora Luciana Carvalho.
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Receita de Ano Novo – Carlos Drummond de Andrade

Postado em 17 janeiro 2009 por Beth

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade,

recompensa,justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal

,direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Texto extraído do “Jornal do Brasil”, Dezembro/1997.
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E para ver outras belas imagens da cidade histórica de Paraty clique em: www.paraty.tur.br/mar/baiadeparaty.php
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