Talvez a mais famosa não-autoria seja a do poema “Instantes”, atribuído a Jorge Luís Borges. Mas não é de Borges. Seria de Nadine Stair. Mas não é. Betty Vidigal, em bem fundamenta pesquisa, comprova que não é de nenhum dos dois, Borges ou Nadine.
O “Namorada”, de Artur da Távola, é outro que se atribui a Drummond, mas é de Távola.
E mais outro, No caminho com Maiakóvski, que seria de Bertolt Brecht ou Vladimir Maiakóvski ou de um pastor protestante, alemão, da época do nazismo. Parece que o tema teria começado começa com o reverendo alemão, mas o poema é de Eduardo Alves da Costa.
Vários sonetos de Camões, dizem que ele não os escreveu. Aqui no Ceará temos o Quintino Cunha, poeta e sátiro. Basta surgir uma presepada nova no trecho e a gente descarrega nas costas dele: É do Quintino! Da mesma forma, na Bahia, Gregório leva a culpa por muita coisa que não fez. É assim mesmo.
Eis a lista dos principais:
2 – José Nêumanne Pinto comenta o assunto
3 – Betty Vidigal: Pingo no i de Instantes, indevidamente atribuído a Borges… e também a Nadine Stair
4 – Instantes, que não é Borges… nem de Nadine Stair
5 – Marionete, que não é de Garcíia Márquez
6 – Procura-se um amigo, que não é de Vinicius de Moraes
7 – Ter namorado, que não é de Drummond








