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Escola une forças pela preservação do macaco Bugio

Escrito em 28 fevereiro 2009 Por Marco Antonio Mattos Rezende

Escola une forças pela preservação do macaco Bugio

Por Karina Bottino

Ameaçados de extinção, macacos Bugio têm dado o ar da graça na área urbana de Laje do Muriaé, na Região Noroeste, despertando a curiosidade dos moradores. Atenta à falta de informação da comunidade sobre a espécie, a professora de Ciências do Colégio Estadual Ary Parreiras, Nandyara de Almeida Rezende, procurou orientação do IBAMA e lançou o projeto Preservando e Educando. Uma primeira expedição de alunos e professores ao Morro do Queró, área de Mata Atlântica, foi realizada dia no dia 21 de novembro. Acompanhados do biólogo Álvaro Fulgêncio, que é ex-aluno do colégio, os novos ecologistas puderam conhecer de perto os hábitos dos macaquinhos.

- No Interior, estamos acostumados a ver animais nos arredores da cidade. Não temos problema em conviver com as espécies, mas devemos saber qual postura adotar para preservá-las. Não podemos alimentá-los, nem mesmo com frutas. Eles são caçadores e devem buscar brotos, folhas e frutas por conta própria. E não há motivos para maus tratos. Podemos conviver pacificamente – defende a professora, que decidiu montar o projeto ao observar as constantes visitas de três macacos perto de casa.

O primeiro passo da educadora foi escrever uma carta ao IBAMA de Brasília pedindo que o órgão mandasse um comunicado explicando aos alunos como os bichinhos devem ser tratados. O documento foi escrito pela representante do IBAMA em Campos, Rosa Maria Castello Branco. Além de informações sobre a espécie, a carta contém orientações sobre a Lei 9605/98, que dispõe sobre crimes ambientais. Qualquer um pode denunciar maus tratos aos animais, fazendo um registro de ocorrência na delegacia.

Segundo a professora, na região, o macaco Bugio está ameaçado de extinção devido à devastação do meio ambiente e à caça – em algumas áreas, há a crença de que o uso do osso hióde como recipiente pode curar enfermidades (o osso fica sob a língua do animal). Outro fator que põe em risco a sobrevivência destes bichos é a tentativa de domesticação. Recentemente, um macaco foi morto por um cachorro ao se aproximar de uma casa para comer lavagem. O animal já havia sido alimentado pela família anteriormente.

- A Mata Atlântica é considerada um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Conservá-la não é papel só do governo. A responsabilidade também é da sociedade, das empresas, do pequeno e do grande produtor rural, dos nossos alunos e, inclusive, dos municípios. Durante a expedição, sinalizamos a área com cartazes, esclarecendo que os macacos não pertencem aos moradores. Eles não devem ser recolhidos e domados. Essas informações estão sendo multiplicadas por nossos alunos em casa, entre familiares e amigos – conta Nandyara.

Outra medida do projeto foi estimular os alunos na produção de informativos sobre os cuidados com a espécie, que são veiculados diariamente na Rádio Escola (104,9 FM), de abrangência em toda a cidade. Os alunos têm se sentido agentes ecológicos.

- O passeio pela mata fez com que eu me sintonizasse com o meio ambiente, mudando o modo como eu via a natureza. Hoje me empenho em conscientizar minha família, amigos e vizinhos – garante Ilarina Netto Pereira, 17 anos e aluna do 2º ano do Ensino Médio


http://www.educacao.rj.gov.br/

Fonte: PANELAÇO DO CEAP

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