Arquivo | abril, 2009

Poema de Manuel Bandeira dedicado a Itaperuna

Postado em 30 abril 2009 por Beth


Foto Itaperuna antiga
Colaboração: Carmen Pelizon

ODE AO CAFÉ

Primeiro houve entradas p’ra pegar índio
Entradas pra descobrir o ouro.
Agora há entradas pra plantar café.
Um dia trouxeram da Martinica um soldadinho verde.
O soldadinho juntou-se com a mulata rôxa
E nasceu um exército de soldadinhos vermelhos.
Os batalhões alinharam-se

Marcha soldado,
Pé de café!

E tomaram de assalto as baixadas, as lombas,
as faldas e os contrafortes até o planalto.
Do meio dêles- De estrêla, boa estrêla -
Saiu o maior soldado brasileiro.
Onde acampavam
Havia riqueza:
Colares, trapiches,
Estradas reais calçadas com pedra,
Resendes, Valenças, Vassouras,
Os tejucos do café,
Com linhagem de barões estadistas que formaram gabinetes
e deram lustres aos bailes do segundo império.
Mas o amor do soldado derreja a mulata,
O mau goza, se satisfaz e

-Marcha soldado,
Pé de café!

Soldado gosta de mulher nova:
Araçatubas de peito duro…Itaperuna de maiô prêto…
Itaperuna!
Ponta de trilho da civilização cafeeira!
Criação republicana e brasileira!
Único município que não aderiu:
era republicano antes da República.
Ora esta, eu agora me esqueci que não sou republicano.
Ponhamos: Itaperuna exeção repubilcana!
Desta república de paulistas e baianos,
Paulistas de Macaé!

Marcha soldado,
Pé de café!

Qual onda verde nada
Batalhão é que é.
Batalhão da república militarista.
Itaperuna exceção republicana!
Itaperuna pacífica das pequenas
quatro mil oitocentas e seis pequenas propriedades registradas
Com os seus oito milhões de arrobas.
Terra de José de Lanes,
Bandeirantes sem crimes na consciência.
Itaperuna sem Rio das Mortes nem Mata da Traição.
(Exceção republicana!)
Vértice norte do triângulo Itaperuna.
Araçatuba, Paranapanema,
Onde estão acampanhados os batalhões de café.
Marcha soldado,Se não marchar direito
O Brasil não fica em pé

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Unicidades Nº 09

Postado em 28 abril 2009 por Marco Antonio Mattos Rezende

Clique na imagem para aumentar.
Já está nas bancas o Nº 09
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Domingo e Poesia…

Postado em 26 abril 2009 por Beth


Sorriso interior

O ser que é ser e que jamais vacila
nas guerras imortais entra sem susto,
leva consigo esse brasão augusto
do grande amor, da nobre fé tranqüila.

Os abismos carnais da triste argila
ele os vence sem ânsias e sem custo…
Fica sereno, num sorriso justo,
enquanto tudo em derredor oscila.

Ondas interiores de grandeza
dão-lhe essa glória em frente à Natureza,
esse esplendor, todo esse largo eflúvio.

O ser que é ser transforma tudo em flores…
E para ironizar as próprias dores
canta por entre as águas do Dilúvio!

( Cruz e Sousa)

 Fonte: http://oindividuo.com/category/domingo-com-poesia/


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Novo Portal do MEC

Postado em 25 abril 2009 por Beth

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Novo visual e muita informação: http://portal.mec.gov.br/
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Hoje no Sesi…Show com Eduardo Dussek

Postado em 25 abril 2009 por Beth

Começou a carreira artística como pianista de peças de teatro aos quinze anos, quando estudava na Escola Nacional de Música. Mais tarde passou a compor suas próprias canções e montou uma banda, que acabou apadrinhada por Gilberto Gil.
A partir de 1978 já tinha algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba “Vesúvio”), Ney Matogrosso (o fox “Seu tipo”) e Maria Alcina (o frevo “Folia no Matagal”, dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) – todas em parceria com Luís Carlos Góis.
Suas composições buscavam aliar sátira e bom humor. Em 1980, participou do festival MPB Shell da Rede Globo com a debochada canção “Nostradamus”, que não se classificou mas ficou conhecida pelo público. Por essa época gravou o primeiro LP, “Olhar Brasileiro”. Mas o estouro sucesso viria em 1982, quando flertou com o ainda incipiente pop/rock, no LP “Cantando no Banheiro!, com “Barrados no Baile” (com Luís Carlos Góis), “Cabelos Negros” (Com Luiz Antonio de Cássio) e “Rock da Cachorra” (Léo Jaime).
Dois anos depois, notabilizou-se com o LP “Brega-chique”, cuja faixa-título, mais conhecida como “Doméstica”, fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época. Em 1986, lançou “Dusek na sua”, com “Aventura” e com “Eu Velejava em Você”, uma das mais tocantes músicas da MPB, depois regravada por Zizi Possi. Em 1989, voltou à cena com o musical “Loja de Horrores”, em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da função de cantor, interpretou a personagem do Capitão-Mor Gonçalo na novela “Xica da Silva”, da extinta Rede Manchete. Atuou como diretor de espetáculos e, no fim da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Dussek

O show com classificação livre, acontecerá hoje, às 20h no Teatro SESI Itaperuna.
Av. Deputado José de Cerqueira Garcia, 883
Bairro Presidente Costa e Silva- Itaperuna
Tel: (22) 3811-9200

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Pontuação

Postado em 25 abril 2009 por Beth

Veja como a pontuação é necessária….
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e
caneta.
Escreveu assim:
‘Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.’

Morreu antes de fazer a pontuação.
A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a
seguinte pontuação :
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :
Deixo meus bens à minha irmã.. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra
sardinha dele :
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação :
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da estória:
Assim é a vida:
Pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz toda a diferença.


Autor desconhecido

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Banda Reflexos – Casa dos Espelhos – Rosa de Saron

Postado em 24 abril 2009 por Marco Antonio Mattos Rezende

Banda Reflexos – Casa dos Espelhos – Rosa de Saron

Projeto Literário da Professora Luciana dos Santos Silva

Abertura da peça teatral “A Cartomante” e “O Enfermeiro”

Trabalho realizado com os alunos do C.E 10 de Maio,

com a 1ª série do Ensino Médio –

TURMAS:1003,1004,1005,1006.

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A mentira no convívio social

Postado em 23 abril 2009 por Beth

O pior da mentira é criar uma “falsa realidade” capaz de magoar justamente aquelas pessoas que agem com correção e prezam o bom relacionamento social.
É provável que o mentiroso encontre somente a solidão, pois ninguém de bom senso consegue conviver por muito tempo com a dissimulação e a hipocrisia.
O homem, que é um ser racional, deve aprender com seus erros, à medida que as pessoas evoluem espiritualmente, deixam para trás o desejo de difamar e magoar.
Sabe-se que muitas vezes o ato de viver mentindo pode se transformar numa doença, num distúrbio de personalidade, isto acontece, quando a pessoa fica tão envolvida em suas fantasias , que chega realmente a acreditar em suas próprias “invenções”. A separação entre o real e o imaginário, neste caso, é uma linha muito tênue, portanto é preciso cuidado.
A vida é uma dádiva e amigos, família, companheiros de jornada devem ser respeitados. Então por que não usar de transparência e retidão em todos os atos que envolvam outros seres humanos?
Praticar e valorizar a verdade se tornou um desafio constante em nosso dia-a-dia. Sejamos eternamente favoráveis a que o bem prevaleça em detrimento do mal.

Heloiana Manteine

Comentário (1)

Romanceiro da Inconfidência

Postado em 22 abril 2009 por Beth

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ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA

Fala Inicial

Não posso mover meus passos
Por esse atroz labirinto
De esquecimento e cegueira
Em que amores e ódios vão:
- pois sinto bater os sinos,
percebo o roçar das rezas,
vejo o arrepio da morte,
à voz da condenação;
- avisto a negra masmorra
e a sombra do carcereiro
que transita sobre angústias,
com chaves no coração;
- descubro as altas madeiras
do excessivo cadafalso
e, por muros e janelas,
o pasmo da multidão.

Ó meio-dia confuso,
ó vinte-e-um de abril sinistro,
que intrigas de ouro e de sonho
houve em tua formação?
Quem condena, julga e pune?
Quem é culpado e inocente?
Na mesma cova do tempo
Cai o castigo e o perdão.
Morre a tinta das sentenças
e o sangue dos enforcados …
- liras, espadas e cruzes
pura cinza agora são.
Na mesma cova, as palavras,
e o secreto pensamento,
as coroas e os machados,
mentiras e verdade estão.
Não choraremos o que houve,
nem os que chorar queremos:
contra rocas de ignorância
rebenta nossa aflição.
Choraremos esse mistério,
esse esquema sobre-humano,
a força, o jogo, o acidente
da indizível conjunção
que ordena vidas e mundos
em pólos inexoráveis
de ruína e de exaltação.
Ó silenciosas vertentes
por onde se precipitam
inexplicáveis torrentes,
por eterna escuridão!

Bandeira da Inconfidência
Através de grossas portas sentem-se luzes acesas
e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras
olhos colados aos vidros, mulheres e homens à espreita
caras disformes de insônia vigiando as ações alheias
(…)atrás de portas fechadas à luz de velas acesas
uns sugerem, uns recusam, uns ouvem, uns aconselham
se a derrama for lançada há levante com certeza
corre-se por essas ruas, corta-se alguma cabeça
no simo de alguma escada profere-se alguma arenga
que bandeira se desdobra?
com que figura ou legenda?
da maçonaria, do paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade, um gênio a quebrar algemas? Atrás de portas fechadas à luz de velas acesas entre sigilo e espionagem acontece a Inconfidência
e diz o Vigário ao poeta “escreva-me aquela letra do versinho de Virgílio”
e dá-lhe o papel e a pena. E diz o poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
“Tenha meus dedos cortados antes que tal verso escrevam” Liberdade, ainda que tarde, ouve-se em redor da mesa e a bandeira já está viva e sobe na noite imensa
e seus tristes interventores já são réus, pois se atreveram a falar em liberdade,
que ninguém sabe o que seja através de grossas portas
sentem-se luzes acesas,e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras
Que estão fazendo tão tarde, que escrevem, conversam,pensam
mostram livros proibidos? lêem notícias nas gavetas?
terão recebido cartas de potências estrangeiras? Antigüidades de Minas,em Vila Rica suspensas
Cavalo de Lafaiete saltando vastas fronteiras
Oh, vitória, sestas, flores das lutas da Independência
Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda
e a vizinhança não dorme, murmura, imagina, inventa,não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença…

(Cecília Meireles)

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Guia da Reforma Ortográfica

Postado em 20 abril 2009 por Beth

Siga o link abaixo e faça download gratuito do Guia da Reforma Ortográfica elaborado pelo Museu da Língua Portuguesa.

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Parkour Itaperuna



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