Poema para as vozes que se calam – Shirley Carreira

Escrito em 05 outubro 2009 Por Marco Antonio Mattos Rezende

Para Mercedes Sosa
04/10/2009
O tempo passa
E as vozes se calam;
Não mais sua música
Transborda aos ouvidos,
Mas fica a magia
Dos tempos idos;
Fica a saudade
Da limpidez cortante
Que retine na alma:
Sentimentos profundos.
Vão-se as vozes,
Mas fica a lembrança
A ecoar entre os mundos.

Shirley Carreira

Oi Shirley,

Ontem quando li que ela estava recebendo a extrema unção
me doeu fundo e suas músicas ecoavam em minha mente,
contudo havia um alento, pois sua existência colaborou para que o
mundo mudasse para melhor.
Quando um ídolo meu se vai, sinto que morro um pouco
e Mercedes Sosa é um deles.

Abraços…

Marco Antonio

.

2 Comentrios

  1. Shirley Carreira Says:

    Mercedes não foi apenas a voz dos exilados. Era a voz de uma mulher que conhecia o seu espaço no mundo. Vai deixar muita saudade.

  2. Zeluiz Says:

    Você tem toda a razão, Marcos! Mercedes Sosa não era apenas uma voz para na América Latina; era a nossa voz para o mundo todo. Ao cantar nossas mazelas, alegrias e tristezas nos fez mais conscientes das possibilidades e da nossa utopia de um mundo mais justo, mais feliz. De fato, Mercedes nunca morrerá. Estará sempre presente para todos nós agraciados com o dom de ouvir e de ler, e de sentir e se sensibilizar.
    Graças à vida que nos deu tanto /
    Nos deu o riso e nos deu o pranto,
    como cantou a musa argentina.

    Abraços.

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