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	<title>Outra Revista &#187; Crônica</title>
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		<title>A bicicleta &#8211; Ronie Von Rosa Martins &#8211; Crônica</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 15:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Antonio  Mattos Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Não. O tempo não estava no movimento. Ele pensava. O tempo estava na bicicleta. Imóvel encostada ao muro.

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://img814.imageshack.us/img814/4360/bicicleta545.jpg"><img class="alignnone" title="A bicicleta" src="http://img814.imageshack.us/img814/4360/bicicleta545.jpg" alt="" width="545" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: center;">foto: <a href="http://ronieev.bloguepessoal.com/r4635/A-ESCOLA-ETEREA/">http://ronieev.bloguepessoal.com/r4635/A-ESCOLA-ETEREA/</a></p>
<p> </p>
<div>A bicicleta<br />
Ronie Von Rosa Martins</div>
<div>Não. O tempo não estava no movimento. Ele pensava. O tempo estava na bicicleta. Imóvel encostada ao muro.</div>
<p>Sim. O movimento era apenas ilusório, o tempo era além dele. Era imobilidade. Sim.</p>
<p>O muro estático e a bicicleta plantada em suas costas. Sustentação tácita. Amparo. O verbo já não existia. O verbo era distância. De fundo o azul chumbo de um céu imóvel como o tempo. Assim como ele. Estático.</p>
<p>Os aros da roda já não deliravam pelas estradas, mas uma massa de tempo enlouquecida se embrenhava imperceptível por eles. Silencioso enroscava-se no metal da bicicleta, retorcia-o. E ele percebia.</p>
<p>O tempo estava. Antes do movimento. Antes do verbo. Antes da representação do movimento. Antes da representação da fala. Ele.<br />
Os pensamentos tentavam se constituir, mas a densidade temporal era anti-constitucional, e os pensamentos e também os sentimentos mesclavam-se em mechas de tempo e no metal da bicicleta e no barro do muro e na carne que era dele.</p>
<p>Então chorou. Silenciosa a lágrima percorreu pele e carne e porosidades e espaços e lembranças. E fez-se memória e apagou-se-extinguindo-se no silêncio da terra. E não houve outra.</p>
<p>Só a bicicleta muda. E dizia tanto. E gritava tão alto. E o muro permanecia além do próprio muro,visto que agora era lembrança. E também a bicicleta. Verde. Não o muro. Este cinza e velho. Como ele.</p>
<p>Cinza e velho ele percebia o tempo, e a bicicleta e o muro. E se tudo era símbolo. Era ele símbolo. Fechou a mão lentamente e pode sentir o tempo pulsando dentro, e afundar-se na carne e mergulhar pra dentro do corpo. E tudo pulsava e tudo era quente.</p>
<p>Tudo era quente no silêncio da bicicleta.</p>
<p>O movimento já não era necessário. Assim como o muro resolvera ficar. Coisificar-se no tempo. Plantar-se.</p>
<p>Achava que os outros viam por janelas. Ele via fora de casa. Via tudo. E tudo era a bicicleta e o muro. Não havia ilusão, não havia ângulos, só a bicicleta e o muro pendurados no tempo, emoldurados no tempo. De onde estava ainda via os rostos pálidos das gentes que passavam pelas janelas. Viam a delimitação da janela, o limite do olhar e a ilusão do movimento. Não viam nada.</p>
<p>E foi tudo o que viram. Todos eles: Um velho sentado em frente a uma antiga bicicleta escorada a um muro ainda mais antigo que o velho. E só.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_XG8-CW3fnnk/TExXav92tTI/AAAAAAAACgc/okBSck-hLc8/s1600/Ronie+Von+Rosa+Martins.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497865362176652594" src="http://3.bp.blogspot.com/_XG8-CW3fnnk/TExXav92tTI/AAAAAAAACgc/okBSck-hLc8/s320/Ronie+Von+Rosa+Martins.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Ronie Von Rosa Martins</div>
<div style="text-align: left;">Blog do autor: <a href="http://ronieev.bloguepessoal.com/r4635/A-ESCOLA-ETEREA/">http://ronieev.bloguepessoal.com/r4635/A-ESCOLA-ETEREA/</a></div>
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		<title>Então é Natal &#8211; Marco Antonio &#8211; 2009</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 03:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Antonio  Mattos Rezende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez nos envolvemos com um dos símbolos mais famosos do mundo inteiro e que invariavelmente acontece em todas as partes, no mesmo dia, e que com suas diversas figuras de representação, tendo como uma das principais, o Presépio, que reproduz o nascimento de Jesus Cristo. E que foi iniciado, no ocidente, com São Francisco de Assis...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img145.imageshack.us/img145/4255/ogaaamsd5uzsgnacnskwmjf.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" title="Presépio de Laje do Muriaé" src="http://img145.imageshack.us/img145/4255/ogaaamsd5uzsgnacnskwmjf.jpg" alt="" width="545" height="409" /></a></p>
<h3>Presépio de Laje do Muriaé &#8211; Foto Grazy Gonçalves</h3>
<h1>Então é Natal&#8230;</h1>
<p>Mais uma vez nos envolvemos com um dos símbolos mais famosos do mundo inteiro e que invariavelmente acontece em todas as partes, no mesmo dia, e que com suas diversas figuras de representação, tendo como uma das principais, o Presépio, que reproduz o nascimento de Jesus Cristo. E que foi iniciado, no ocidente, com São Francisco de Assis fazendo uma reprodução de barro, uma alusão à simplicidade de Jesus nascendo junto com os animais, tornando-se um dos principais símbolos do cristianismo.</p>
<p>A qualquer signo pode ser projetado diversos significados, que no decorrer dos tempos, e em cada grupo cultural podem ser expressos de uma nova maneira, embora contenham sempre a mensagem principal. Isso pode depender da variedade dos acontecimentos e do próprio indivíduo, mas estará embutido aquele, que está no inconsciente coletivo, como no caso do Presépio de Natal, estará sempre a Esperança, que acende com o brilho da estrela, que anuncia o nascimento do Messias, O Prometido (um novo tempo) e que a humanidade se transformaria com sua chegada. Como um novo ano se inicia tudo poderá ser diferente e melhor. Encha-se de esperança, pois um novo ano se inicia e a humanidade será diferente, por isso no dia do Natal&#8230; então eu sofro!</p>
<p>Marco Antonio Mattos Rezende.</p>
<p><a href="http://outrarevista.com/2008/12/cronica-de-natal-marco-antonio/" target="_blank">Leia também a Crônica de Natal de 2008</a> (clique)</p>
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