Postado em 31 dezembro 2011 por Marco Antonio Mattos Rezende
Postado em 16 outubro 2011 por Marco Antonio Mattos Rezende
“Não quero adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;e velhos, para que nunca tenham pressa”
Oscar Wilde
“Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um”.
Platão
“Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”
Mário Quintana
“O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida”.
Albert Einstein
“Existem apenas dois legados permanentes que podemos esperar dar a nossas crianças. Um deles é raízes; o outro, asas”.
Hodding Carter
Postado em 01 junho 2011 por Marco Antonio Mattos Rezende
Turma 1005 – C.E 10 de Maio – Projeto “As muitas faces da Violência”- Painel / Bullying -
“Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:
“Sempre em frente,
Não temos tempo a perder.
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem
E selvagem
E selvagem
Veja o sol dessa manhã tão cinza:
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo:
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido, ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens
tão jovens
tão jovens”
Renato Russo
Fonte: musica.com
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Postado em 20 dezembro 2010 por Marco Antonio Mattos Rezende
Com os olhos sonolentos um dia eu acordei. Existia um céu, uma Terra, um sol que brilhava todas as manhãs até então, existiam as nuvens com seus formatos engraçados, as cores do arco-íris, e a chuva que caia lá fora, longe, longe de tudo, gota por gota que caía nos campos verdes.
Um dia eu acordei, e o dia já não era o mesmo, e eu já não era a mesma, e as coisas em minha volta já não eram as mesmas. Tudo havia se modificado com uma rapidez instantânea e com uma raiva bruta e delicada. Apenas com os ruídos não entendidos de uma vida que continuava a se movimentar lá fora, como um ritmo de dança, que a gente não pode parar, caminhando com os passos uma hora lentos, e outra hora, rápidos demais, de um mundo onde você precisa encaixar-se, ou ele simplesmente devora você.
Um dia eu acordei com o sopro da brisa vindo me invadir com uma sensação fantasiosa, insistindo em me mostrar que o tempo havia também mudado, e que como um ciclo, o presente se transformava em passado. E que mais uma fase existia em passar, como todo o resto passou, apenas guardando uma nostalgia de uma vida que passa, passageira.
Millena.
http://wwwtangerinee.blogspot.com/
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Postado em 18 junho 2010 por Marco Antonio Mattos Rezende
agora, livre da coadjuvância das afectações: os
deuses se escondem nas artérias do teu
silêncio, na tua fraqueza perfeita porque
sem o hábito de se auto-observar.
voltaste a ti: numa outra intermitência da morte, com
o sublime que é tudo aquilo que ignora um todo e
conduz uma perspectiva até ao quociente interno
de uma invisibilidade que fala através
do teu questionário incicatrizável.
e daí tudo vês: vês-me faltar de propósito à
conclusão do meu poema, vês o peso
da omnipresença do abstracto, da hora antiga,
vês as minhas infâncias e urgências juntas e tar-
dando hoje em se converterem, devolvendo-me
ao que eu era: ao início do dia.
Sylvia Beirute
inédito
Fonte: http://sylviabeirute.blogspot.com/
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Postado em 03 abril 2010 por Marco Antonio Mattos Rezende

não se trata de uma sede ser capaz de fazer evaporar
um oceano
ou de uma mentira poder ter absoluta razão, ou que
envaidece a abstracção na oxidação do cansaço estético.
e mesmo que não saibamos de que se trata,
sempre diremos que não consiste a fotografia deste momento
em inevitar a obliteração dos exemplos, de uma
consciência que extravia
colégios de identidade, palácios de consolação, relógios
casuais que dão forma aos pormenores do tempo.
encontramo-nos na orla do círculo, na superfície do branco
após o negro que o percorre e mutila como a
invenção que brota ou o poema que transnomina no ventre
e cujos versos mudam de lugar em caso de fogo
e natureza intacta.
sabemos apenas que o presente
é uma prótese do passado, e talvez isso chegue
para que devamos fechar os olhos, contornar os nossos
corpos sem uma só morte sobrevivente, e deixar que
o momento prossiga em completo vazio.
Sylvia Beirute – Natural de Faro, Portugal. Estuda cinema e teatro e nasceu em 10 de Dezembro de 1984. Escreve poesia e teatro para mudar o seu mundo e diz-se a favor do Acordo Ortográfico na versão de 1945. Integra o grupo literário texto-al e é autora do blogue Uma casa em Beirute. Tem colaborações dispersas em revistas literárias de Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Argentina e Brasil.
Seu Blog:
http://sylviabeirute.blogspot.com/
Postado em 27 março 2010 por Marco Antonio Mattos Rezende

Canta, Canta, passarinho
No galho da laranjeira
Minha maior alegria
Te ouvir pela vida inteira
O teu cantar me fascina
Me deixa emocionado
Me traz lindas lembranças
Me faz mais apaixonado
Não sofro por amar alguém
Nem quero te ver na gaiola
No galho da laranjeira
O teu cantar me consola
Passarinho!
Nunca deixe de cantar
Teu canto me traz alegria
Me impedindo de chorar
Teu cantar é só ternura
Em qualquer ocasião
Me traz leveza pra alma
E paz pro meu coração
Esse Poema faz parte do livro “Busca” de Abimar Garcia Pereira
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Postado em 06 março 2010 por Marco Antonio Mattos Rezende

Laercio Andrade de Souza
Ensinou-me a caminhar com segurança
Sem medo, com esperança
Era apenas uma criança
A sentir o odor da floresta orquestrada pelo vento
A ouvir o canto dos passarinhos
O amor das aves em seus ninhos
A descobrir o sabor da água em sua fonte
Ver do alto o horizonte
E no arco-íris, uma ponte
Ensinou-me que alegria não é só antônimo de tristeza
Mas também atributo da beleza
Que amar é respeitar a natureza
E ao próximo como a si mesmo
Amparou-me no tropeço
Ensinou-me que a vida não tem preço
Olhar para o céu, que extasia!
Eu nada via, nada compreendia
Queria, certamente, mostrar Deus
(Difícil empreitada?!)
Que nada!
Era tudo tão belo e infinito
Que acabei convicto
Ensinou-me ecologia
A respeitar os animais e os vegetais
Flora e fauna em harmonia
Não falou em economia
O mundo é tão farto, basta a partilha
Pregava a filantropia
Ensinou-me que o amor é Divindade
Desvendando o “enigma” da Trindade
Que o mundo tem muita vaidade
Pouca caridade!
Que o pão não é só alimento
Mas transmuda a vida num momento
Pai, mestre sem maestria
“Filósofo” sem filosofia
“Doutor” em pedagogia
“Mestrando” em teologia
Pai… só alegria!
Itaperuna, 25/01/2010.
O autor é advogado, membro da Academia Itaperunense de Letras, tem como referência Regional Pe. Hubert Lindelauf e o nacional Alceu Amoroso Lima (“Tristão de Ataíde”).
PS1: Dedico este poema a meu neto Laércio Andrade de Souza Neto, 12 anos, quem digitou, com competência, o poema.
PS2: Este poema foi uma resposta ao meu neto sobre como eu fora educado, se meu pai tinha estudado, se passeava comigo, como era o céu na roça em que fui criado, a montanha denominada “Serra” e outros questionamentos.
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