Homenagem ao Poeta
Luiz Cerqueira
O poeta cria para não morrer de solidão no seu mundo inalcançável pelos outros. O poeta sofre e chora para viver no mundo norma, mas não é compreendido e é sempre levado de volta ao seu mundo pela solidão. No mundo do poeta só suas criaturas habitam, não há porta de entrada nem mesmo para o pensamento, daquele que não é poeta. Nos poucos momentos que um poeta habita o mundo dos homens normais ele sofre, não é compreendido e derrama seu pranto num papel. O poeta sonha, viaja pelo tempo, ele mata, ele dá vida, ele sofre com as suas vítimas, ri com seus palhaços, ama suas próprias desgraças, despreza o cheio e mergulha com toda sua força no vazio, sabe-se lá em quê… É assim, ou parece-me assim o dilema de um ser estranho, meio homem meio bicho, a quem os normais gentilmente chamam; POETA.









